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Governadores têm pressa pela sanção e se reúnem com Bolsonaro atentos a eventuais exigências

Governadores têm pressa pela sanção e se reúnem com Bolsonaro atentos a eventuais exigências

Foto: Isac Nóbrega/PR

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No Governo do Estado, já havia uma bolsa de apostas dando conta de que o presidente Jair Bolsonaro poderia chamar o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e os demais governadores para uma videoconferência ainda esta semana.

Nesta segunda (18), a convocação começou a ser feita. O governador de Pernambuco foi consultado sobre data e horário e acenou positivamente. Paulo Câmara, que vem comandando e monitorando medidas de isolamento mais rígidas no Estado, desde o último sábado (16), ontem, informou, em sua rede social, que testou positivo para a Covid-19, após ter sintomas de gripe. 

A reunião com o presidente Bolsonaro ficou marcada para a quinta-feira, às 10h. A convocação está sendo feita pela assessoria do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Até esta segunda (18), haviam sido comunicados os governadores: Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (CE), Belivaldo Chagas (SE), João Azevêdo (PB), Mauro Mendes (MT) e Antonio Denarium (RR).

O chamado do presidente se dá em um momento de grande expectativa dos governadores e dos 27 secretários da Fazenda em torno da sanção do projeto de socorro aos estados e municípios. O PLP 39/2020, que cria o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, foi aprovado no plenário do Senado no último dia 6.  No dia seguinte, foi liberado à sanção do presidente. Até o momento, no entanto, Bolsonaro não sancionou. 

A demora tem levado governadores a conjecturarem nos bastidores que o chamado do presidente pode ter a ver com eventual intenção dele de "dividir a conta", em relação ao congelamento de salários de servidores públicos. Isso porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, condenou o dispositivo incluído no projeto, que livra algumas categorias de servidores de congelamento salarial e Bolsonaro avisou que seguiria a cartilha de Guedes e vetaria.

O detalhe é que, na Câmara Federal, a ampliação das categorias isentas de congelamento se deu sob articulação do líder do governo, Major Victor Hugo. Em função disso, há quem aponte que Bolsonaro e Paulo Guedes estariam "em bola dividida", o que estaria atrasando a sanção. 

Em paralelo, há apostas de que o presidente estaria inclinado a pressionar os governadores pelo relaxamento do isolamento social. De um lado ou de outro, nos bastidores, os gestores não descartam serem colocados contra a parede em meio à pressa que têm pela sanção do PLP 39/2020, uma vez que a média nacional de queda na arrecadação de ICMS deve bater na casa dos 40% em maio.

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